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SOM DA VIDA - Região Serrana / RJ
Desde: 16/08/2003      Publicadas: 50      Atualização: 18/11/2004

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 ESTUDOS

  28/03/2004
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A Crucificação de Jesus Cristo

Incríveis aspectos sobre a morte de JESUS CRISTO.

A Crucificação de Jesus CristoAspectos Médicos da Crucificação de Jesus Cristo

Compiled by David Terasaka, M.D. ©1996.
All Rights Reserved, David Terasaka, M.D. However,
permission is hereby granted to copy and distribute
free of charge for non-commercial purposes only.

Jo 3:16: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna.
Hb 12:2 - " Fitando os olhos em Jesus, autoor e consumador da nossa fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está assentado à direita do trono de Deus."



Nas ultimas horas da vida de Jesus o que ele suportou, e que vergonha ele sofreu?
EXCRUCIAR: causar grande agonia, atormentar, torturar
Latim: ex: sobre, por causa de/cruciar:cruz "por causa da cruz"

O tom dessa apresentação poderá ser melhor resumida dentro da palavra "excruciar", (a raiz da palavra "cruciante") a qual se refere a algo que causa grande agonia ou tormento. As raízes em Latim da palavra são :"ex", que significa por causa de ou sobre, e "cruciar", que significa cruz. A palavra "excruciar" vem do Latim para "por causa de , ou sobre, a cruz".(Websters)



VISÃO GERAL

Jesus passou as suas últimas horas antes da crucificação em diversos lugares em Jerusalém. Ele começou a noite no Cenáculo, no sudoeste de Jerusalém. Na última ceia, Ele disse aos discípulos que Seu corpo e Seu sangue deviam ser dados por eles. (Mt 26:26-29) Saindo Ele da cidade indo ao jardim de Getsêmane. Ele foi então preso e levado de volta para o palácio do sumo sacerdote. Onde Ele foi questionado por Anás, antigo sumo sacerdote, e Caifás, genro de Anás. Posteriormente, Ele foi julgado pelo sinédrio, e foi declarado culpado de blasfêmia ao se proclamar Filho de Deus. Ele foi sentenciado a pena de morte. Sendo que apenas aos romanos era dado o direito de executar criminosos, Ele foi mandado a Pôncio Pilatos na fortaleza Antonia. Pilatos, não encontrando nada de errado, mandou-o para o rei Herodes, que devolveu-o a Pilatos. Pilatos, submetendo-se a pressão da multidão, então ordenou que Jesus fosse chicoteado e crucificado. Ele foi finalmente conduzido para fora dos muros da cidade para ser crucificado no Calvário.

A SAÚDE DE JESUS E A DEMANDA DO SOFRIMENTO

É razoável supor que Jesus estava com a saúde boa antes do sofrimento que Ele enfrentou nas horas que antecederam a sua morte. Ter sido um carpinteiro e viajando por toda a região durante Seu ministério requeria que Ele estivesse em boas condições físicas. Antes da crucificação, entretanto, Ele foi forçado a andar 4 quilômetros depois de uma noite sem dormir, durante a qual Ele sofreu grande angustia por seus seis julgamentos, foi escarnecido, ridicularizado e severamente golpeado, e foi abandonado por seus amigos e seu Pai. (Edwards)

O CENÁCULO OU QUARTO SUPERIOR

O sofrimento começou no Cenáculo de uma casa que nós chamamos agora de a Ultima Ceia, Aonde Jesus, deu a primeira comunhão, profetizando que Seu corpo e sangue seria dado.(Mt 26:17-29) Hoje em Jerusalém, qualquer pessoa pode visitar o Cenáculo ou Cenaculum (latim para sala de jantar), um quarto que está construído sobre onde acredita-se ser o local do Cenáculo, (Kollek) que está localizado no sudoeste na direção da velha cidade.

GETSÊMANE: prensa de óleo

Lc 22:44 E, posto em agonia, orava mais intensamente; e o seu suor tornou-se como grandes gotas de sangue, que caíam sobre o chão. "o Espirito de Deus....esmagado"

Do Cenáculo, Jesus foi para fora dos muros da cidade aonde passou algum tempo em oração no Jardim de Getsêmane. Hoje em dia o jardim tem muitas antigas árvores de oliva, algumas delas podem ter crescido das raízes das árvores que estavam presentes na época de Jesus. (Todas as árvores em volta de Jerusalém foram cortadas quando os Romanos conquistaram a cidade em 70 D.C. Árvores de oliva podem regenerar-se de suas raízes e viver por milhares de anos.) O nome "Getsêmane", vem do Hebreu Gat Shmanim, significa "prensa de óleo" (Kollek). Desde que "óleo" é usado na Bíblia para simbolizar o Espirito Santo, pode-se dizer então que o jardim é onde "o Espirito de Deus foi esmagado". (Missler). Era aqui que Jesus agonizou em oração sobre o que deveria ocorrer. É importante saber que este é o único lugar na Bíblia, (segundo a versão de KJV), onde a palavra "agonia" é mencionada. (Strong's Concordance) A palavra Grega para agonia significa "empenhado em combate" (Pink) Jesus agonizou sobre o que Ele teria que passar, sentindo que Ele está ao ponto de morrer (Mc14:34 ). Contudo Ele orava, "Não se faça a minha vontade, mas a tua."

De importância medica, é que Lucas menciona Ele tendo suado sangue. O termo médico para isto, "hemohidrosis" ou "hematidrosis" tem sido visto em pacientes que experimentaram, extremo stress ou choque nos seus sistemas. (Edwards) Os capilares em volta dos poros suados tornam-se frágeis e começam a pingar sangue no suor. Um caso na história é descrito em que uma menina que tinha medo de ataques aéreo, na Primeira guerra mundial, desenvolveu estas condições depois que ocorreu uma explosão de gás na casa vizinha a dela. (Scott) Outro relatório menciona uma freira que, ao estar ameaçada de morte pelas espadas dos soldados inimigos, "estava tão aterrorizada que ela sangrava por toda parte do seu corpo e morreu de hemorragia na presença de seus atacantes."(Grafenberg) Em memorial ao sofrimento de Jesus, a igreja que agora está em Getsêmane é conhecida como a Igreja da Agonia. (também chamada de Igreja das Nações porque muitas nações doaram dinheiro para sua construção).(Kollek).

ABANDONADO PELOS HOMENS
Mt 26:56b: "Então todos os discípulos, deixando-o fugiram."
Sl 22:11: "Não te alongues de mim, pois a angústia está perto, e não há quem acuda."
Enquanto estava em Getsêmane, Jesus é traído por Judas e preso pelos Judeus. Todos os seus discípulos o abandonaram, até mesmo ao custo de ter que correr nu (Mc 14:51-52). Ele é preso (Jo 18:12) então levado de volta para a cidade e para corte do Sumo Sacerdote, aonde é localizada perto do Cenáculo.

ASPECTOS ILEGAIS DO JULGAMENTO DE JESUS

A seguir estão alguns dos aspectos ilegais do julgamento de Jesus:

Os julgamentos poderiam ocorrer somente nos lugares de reunião regular do Sinédrio (não no palácio do Sumo Sacerdote)
Os julgamentos não podiam ocorrer na véspera do Sabat ou de Festas e nem a noite
Uma sentença de "culpado" somente poderia ser pronunciada no dia seguinte ao julgamento
A INTRODUÇÃO DAS TESTEMUNHAS
Dt 19:15: "Uma só testemunha não se levantará contra alguém por qualquer iniquidade, ou por qualquer pecado, seja qual for o pecado cometido; pela boca de duas ou de três testemunhas se estabelecerá o fato."
Dt 17:6: "Pela boca de duas ou três testemunhas, será morto o que houver de morrer;
pela boca duma só testemunha não morrerá."
Mc 14:56: "Porque contra ele muitos depunham falsamente, mas os testemunhos não concordavam."

Enquanto na corte do Sumo Sacerdote, Ele foi questionado por Anás (Jo 18:13) e golpeado por um soldado (Jo 18: 22). Ele foi trazido então a Caifás e ao Sinédrio, que procuravam por Jesus à morte pelo testemunho falso de muitas testemunhas. As testemunhas trazidas contra Ele não concordavam. Pela lei, ninguém poderia ser posto a morte sem a concordância de duas ou três testemunhas nos seus testemunhos. Embora as testemunhas não concordassem, Ele foi considerado culpado de blasfêmia quando Ele lhes disse de Sua identidade como Filho de Deus. Ele foi sentenciado a morte. Jesus sofreu escarnecimento dos guardas do palácio, que cuspiram nEle, bateram nEle e esbofetearam Sua cara. (Mc 14:65.) Durante o julgamento, Pedro nega-Lhe três vezes. Os procedimentos do julgamento de Jesus violaram muitas das leis da Sua sociedade. Entre algumas das outras leis violadas estão: (Bucklin)

1.Nenhuma aprisionamento poderia ser feito a noite.
2.A hora e a data do julgamento eram ilegais porque ocorreu a noite e na véspera do Sabat. Neste momento impossibilitando alguma chance para o requerimento da suspensão da pena no dia seguinte ao evento da condenação.
3.O Sinédrio era sem autoridade para incitar acusações. Era somente suposto para investigar acusações trazidas perante ele. No julgamento de Jesus, a própria corte formulou as acusações.
4.As acusações contra Jesus foram mudadas durante o julgamento. Ele foi inicialmente acusado de blasfêmia baseado na sua declaração de que poderia destruir e reconstruir o Templo de Deus dentro de três dias, e também de ser Filho de Deus. Quando Ele foi trazido perante Pilatos, a acusação era que Jesus era um Rei e não defendia o pagamento de impostos aos Romanos.
5.Como indicado acima, a exigência de duas testemunhas de acordo para condenar a pena de morte não foi cumprida.
6.A corte não se reuniu no regular local de reuniões do Sinédrio, como é requerido pela lei Judia.
7.A Cristo não foi permitido uma defesa. Pela a lei judia, deveria ter ocorrido uma busca exaustiva nos fatos apresentados pelas testemunhas.
8.O Sinédrio pronunciou a sentença de morte. Pela a lei, ao Sinédrio não era permitido condenar e colocar a pena de morte em efetivo. (Jo 18:31)

Hoje, se pode visitar o palácio do Sumo Sacerdote. Aonde se pode estar no meio das ruínas do pátio. E está disponível um modelo das estruturas do palácio no tempo de Jesus.

VEREDICTO DE PILATOS

Mc 15:15 - "Então Pilatos, querendo satisfazzer a multidão, soltou-lhe Barrabás; e tendo mandado açoitar a Jesus, o entregou para ser crucificado."
O Sinédrio reuniu-se cedo na manhã seguinte e sentenciou-O a morte.( Mt 27:1) Jesus foi levado perante a Pilatos, porque aos judeus não era dado como aos romanos o direito de realizar execuções. A acusação foi agora mudada para a alegação que Jesus reivindicava ser Rei e proibia a nação de pagar impostos a César. (Lc 23:5 ) Apesar de todas as acusações, Pilatos não encontrou nada errado. Ele mandou Jesus a Herodes. Jesus ficou calado perante Herodes, exceto para afirmar que Ele é o Rei dos Judeus. Herodes mandou-O devolta a Pilatos. Pilatos é incapaz de convencer a multidão da inocência de Jesus e ordena Jesus a ser posto a morte. Algumas fontes indicam que era lei romana, que um criminoso que estava para ser crucificado teria que primeiro ser chicoteado.(McDowell) Outros acreditam que Jesus foi primeiramente chicoteado por Pilatos na esperança de livra-Lo através de uma punição mais leve.(Davis) Apesar do seu esforços, os Judeus permitiram que Barrabás fosse liberado e exigiram que Jesus fosse crucificado, ainda gritando que, "O Seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos!" ( Mt 27:25 ) Pilatos entrega Jesus para ser chicoteado e crucificado.

É neste momento que Jesus sofre um violento espancamento físico. (Edwards) Durante as chicotadas, a vitima era amarrada a um poste, deixando suas costas inteiramente exposta. Os Romanos usavam um chicote, chamado flagrum ou flagellum o qual consiste em pequenas partes de osso e metal unidos a vários cordões de couro. O número de chicotadas não é registrado nos evangelhos. O número de golpes na lei judia foi estabelecido em Deuteronômio 25:3 em quarenta, mas mais tarde reduzido a 39 para prevenir golpes excessivos por um erro de contagem. (Holmans). A vítima frequentemente morria por causa do espancamento. (39 golpes acreditava-se trazer o criminoso a " um da morte".) A lei romana não colocava nenhum limite sobre o número de golpes a se dar. (McDowell) Durante as chicotadas, a pele era arrancada das costas, expondo uma massa ensanguentada de músculo e osso ( "hambúrguer " : Metherall). Ocorria extrema perda de sangue pelo espancamento, enfraquecendo a vítima ,as vezes, ao ponto de ficar inconsciente.

SOLDADOS ROMANOS ESCARNECEM E BATEM EM JESUS

Mt 27:28-30 (Os soldados) despiram-No e colocaram-No um manto escarlate então trançaram uma coroa de espinhos e fixaram em sua cabeça. Eles colocaram uma cajado na Sua mão direita e ajoelharam-se na Sua frente e O escarnecia dizendo: "Salve, rei dos judeus!". Eles cuspiram nEle, e pegaram o cajado e golpearam-O na cabeça várias vezes. Jesus foi então espancado pelos soldados romanos. No escarnecimento, eles vestiram-No no que era provavelmente a capa de um oficial romano, o qual era de cor roxo escuro ou escarlate. (Bíblia Amplificada) Ele também usava a coroa de espinhos. Ao contrário da coroa tradicional a qual é descrita por um anel aberto, a verdadeira coroa de espinhos pode ter coberto o escalpo inteiro.(Lumpkin) Os espinhos podem ter tido 2.54 a 5.08 centímetros de comprimento. Os evangelhos indicam que os soldados romanos continuamente bateram na cabeça de Jesus. Os golpes dirigiram os espinhos para dentro do escalpo (uma das áreas mais vascular do corpo) e na testa, causando sangramento severo.

A COROA DE ESPINHOS E O MANTO

Gn 3:17b-18: "Maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida. Ela te produzirá espinhos e abrolhos; e comerás das ervas do campo. "Is 1:18 "Vinde, pois, e arrazoemos," diz o SENHOR. "Ainda que os vossos pecados são como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que são vermelho como o carmesim, tornar-se-ão como lã." O significado do manto escarlate e a coroa de espinhos é para enfatizar Jesus tomando os pecados do mundo sobre Seu corpo. A Bíblia descreve o pecado pela cor escarlata (Is 1:18) e aqueles espinhos que apareceram logo depois da queda do homem, como um sinal da maldição. Assim, os artigos que Ele usou são símbolos para mostrar que Jesus tomou os pecados (e maldições) do mundo sobre Ele mesmo. Não é claro se Ele usou a coroa de espinhos na cruz. Mateus descreve que os romanos removeram Suas roupas depois do espancamento, e então colocaram Suas próprias roupas de novo nEle. (Mt 27:31)

A SEVERIDADE DO ESPANCAMENTO
Is 50:6: "Ofereci as minhas costas aos que me feriam, e as minhas faces aos que me arrancavam a barba; não escondi o meu rosto dos que me afrontavam e me cuspiam."
Is 52:14: "..... Como pasmaram muitos à vista dele -- pois o seu aspecto estava tão desfigurado que não era o de um homem, e a sua figura não era a dos filhos dos homens --"

A severidade do espancamento não é detalhada nos evangelhos. Entretanto , no livro de Isaías, ele sugere que os romanos arrancaram Sua barba.(Is 50:8 ) Também é mencionado que Jesus foi espancado tão severamente que seu aspecto não parecia como "a dos filhos dos homens" i.e. como uma pessoa. "O seu aspecto estava tão desfigurado que não era o de um homem, e a sua figura não era a dos filhos dos homens." As pessoa ficavam horrorizadas ao olhar para Ele (Is 52:13). Seu desfiguramento talvez possa explicar porque Ele não foi reconhecido facilmente em Suas aparições pós ressurreição.(Missler) Hoje, se pode visitar o local conhecido como Lithostrotos, aonde acredita-se ser o chão da Fortaleza de Antônio.(todavia recente escavações talvez ponha em dúvida esta teoria (Gonen)) O chão está marcado para jogos uma vez jogados por soldados romanos.

Do espancamento, Jesus andou num trajeto, chamado agora de Via Dolorosa, para ser crucificado em Gólgota. A distância total tem sido estimada em 595 metros. (Edwards). Uma rua estreita de pedra, era provavelmente cercada por mercados no tempo de Jesus. Ele foi conduzido através das ruas aglomeradas de gente carregando a barra transversal da cruz (chamada patibulum) em contato com Seus ombros. A barra transversal provavelmente pesava entre 36 e 50 quilos. Ele era cercado por um guarda dos soldados romanos, o qual carregava uma placa que anunciava Seu crime o de ser "o Rei dos Judeus" em Hebreu, em Latim e em Grego. No caminho, Ele ficou incapaz de carregar a cruz. Alguns teorizam que Ele talvez tenha caído ao ir descendo os degraus da Fortaleza de Antônio. Uma queda com o pesado patibulum nas Suas costas talvez tenha causado uma contusão do coração, predispondo Seu coração a ruptura na cruz. (Ball) Simão o Cireneu (atualmente norte da África (Tripoli)), que aparentemente foi afetado por estes eventos, foi intimado a ajudar.

A presente Via Dolorosa foi marcada no século 16 sendo a rota na qual Cristo foi conduzido a Sua crucificação.(Magi) Quanto a localização do Calvário, a verdadeira localização da Via Dolorosa é disputada. Muita da tradição a respeito do que aconteceu a Jesus é encontrada na Via Dolorosa hoje em dia. Há 14 estações de "eventos" que ocorreram e 9 igrejas no caminho hoje em dia. As estações da cruz foram estabelecidas em 1800. (Magi) Hoje em dia, há uma seção no trajeto onde se pode andar nas pedras que foram usadas durante a época de Jesus.

SOFRIMENTO NA CRUZ
Sl 22:16-17: " Pois cães me rodeiam; um ajuntamento de malfeitores me cerca; transpassaram-me as mãos e os pés. Posso contar todos os meus ossos. Eles me olham e ficam a mirar-me."

O evento da crucificação é profetizado em diversos lugares por todo o Velho Testamento. Um dos mais impressionantes é narrado em Is 52:13, aonde ele diz que, "Eis que o meu servo procederá com prudência; será exaltado, e elevado,e mui sublime." Em Jo 3 , Jesus fala sobre o cumprimento dessa profecia quando Ele diz, "E como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; para que todo aquele que nele crê tenha a vidaeterna." Ele refere aos eventos narrado em Nm 21:6-9 . O Senhor tinha mandado uma praga de serpentes impetuosas no povo de Israel e morderam o povo de modo que muitas pessoas morreram. Depois que o povo confessou seus pecados a Moisés, o Senhor perdoou eles tendo feito uma serpente de bronze. O bronze é um símbolo do julgamento e a serpente é um símbolo da maldição. Quem quer que fosse mordido por uma serpente e então olhasse a serpente de bronze, era salvo da morte. Estes versos são profecias que apontam a crucificação, em que Jesus seria (levantado) na cruz para julgamento do pecado, para que todo aquele que nele crê não pereça, (a morte eterna) mas tenha a vida eterna. II Cor 5 :21 Amplifica este ponto, nisso "Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que Nele fôssemos feitos justiça de Deus."(Pink) É interessante que o símbolo de Aesculapius que é o símbolo da profissão médica hoje em dia, teve suas raízes da fabricação da serpente de bronze.(Metherall) Certamente, Jesus é quem cura a todos! Jesus é conduzido ao lugar da caveira (Latim: Calvário, Aramaico: Golgota) para ser crucificado. A atual localização do Calvário está também em disputa. No fim da Via Dolorosa, há uma "T bifurcação ". Se virarmos a esquerda, nós iremos a Basílica do Santo Sepulcro. Se virarmos para direita, nós iremos ao Calvário de Gordon. A Basílica do Santo Sepulcro tem se acreditado por muito tempo ser o local tradicional da crucificação.

Calvário de Gordon possivelmente tem uma razão profética para ser o lugar da crucificação. Em Gn 22, Abraão é testado por Deus para sacrificar Isaque no topo da montanha. Percebendo que ele estava agindo fora da profecia, que "Deus proverá para si o Cordeiro", Abraão chama o lugar do evento de "Jeová-Jiré", "No monte do senhor se proverá." Se nós pegarmos isso como evento profético da morte de Jesus, então Jesus morreu no terreno mais elevado de Jerusalém. Calvário de Gordon é o ponto mais elevado de Jerusalém, 777 metros acima do nível do mar. (Missler: Map from Israel tour book) Hoje em dia, no Calvário de Gordon, as cavernas na rocha estão situadas de tal maneira que dão ao local a aparência de uma caveira.

Jesus foi então crucificado. Crucificação era uma prática que se originou com os Persas e foi mais tarde passado para os Carthaginians e os fenícios. Os romanos aperfeiçoaram como um método de execução o qual causava máxima dor e sofrimento em um período de tempo. Aos crucificados incluíam escravos, provincianos e os tipos mais baixos de criminosos. Cidadãos romanos, exceto talvez para soldados que desertavam, não eram sujeitados a esse tratamento. (McDowell)

O local da crucificação "era escolhido propositadamente para ser fora dos muros da cidade porque a Lei proibia tais de ser dentro dos muros da cidade… por razões sanitárias... o corpo crucificado era as vezes deixado para apodrecer na cruz e servir como uma desonra, um convincente aviso e dissuasivo para os que ali passavam." (Johnson) Às vezes, o subordinado era comido quando vivo e ainda na cruz por bestas selvagens. (Lipsius)

O Procedimento da crucificação pode ser resumido conforme o seguinte. O patibulum era colocado sobre a terra e a vitima colocada em cima dele. Os pregos, com aproximadamente 18 centímetros de comprimento e com 1 cm de diâmetro eram cravados nos pulsos. Os pregos entrariam na proximidade do nervo mediano, causando que choques de dor fosse irradiado por todo o braço. Era possível colocar os pregos entre os ossos de modo que nenhuma fratura (ou ossos quebrados) ocorressem. Estudos tem mostrado que os pregos provavelmente estiveram cravados através dos ossos pequenos do pulso, desde que pregos na palma da mão não suportariam o peso de um corpo. Em terminologia antiga, o pulso era considerado ser parte da mão. (Davis) Posicionado no local da crucificação estariam postes em pé, tendo aproximadamente 2.15 metros de altura.(Edwards) No centro dos postes estava um ordinário assento, chamado sedile ou sedulum, no qual servia como suporte para a vítima. O patibulum era então levantado sobre os postes. Os pés eram então pregados aos postes. Para permitir isto, os joelhos teriam que ser dobrados e girados lateralmente, deixando numa posição muito desconfortável. O titulo era pendurado sobre a cabeça da vitima.

Havia diversos tipos diferentes de cruzes usadas nas crucificações. Na época de Jesus, era mais provável que a cruz usada fosse no formato de T (ou "tau" cruz,), não a popular cruz no formato t a qual é aceita nos dias de hoje.(Lumpkin)

SOFRIMENTO FÍSICO NA CRUZ
Sl 22:14-15: "Como água me derramei, e todos os meus ossos se desconjuntaram; o meu coração é como cera, derreteu-se no meio das minhas entranhas. A minha força secou-se como um caco e a língua se me pega ao paladar; tu me puseste no pó da morte."

Tendo sofrido pelo espancamento e pelas chicotadas, Jesus sofreu de severa hipovolemia pela perda de sangue. Os versos acima descrevem Seu estado desidratado e a perda de Sua força.

Quando a cruz era erguida verticalmente, havia uma tremenda tensão posta sobre os pulsos, braços e ombros, resultando num deslocamento dos ombros e juntas dos cotovelos.(Metherall) Os braços, sendo preso para cima e para fora, prendendo a caixa torácica numa fixa posição final inspiratória na qual dificulta extremamente o exalar, e impossibilitava ter completa inspiração do ar. A vítima poderia apenas ter pequenas respiradas.(Isto talvez explique o porque Jesus fez pequenas declarações enquanto estava na cruz). Enquanto o tempo passava, os músculos, pela perda de sangue, falta de oxigênio e posição fixa do corpo, passariam por severas cãibras e contrações espasmódicas.

ABANDONADO POR DEUS -- MORTE ESPIRITUAL
Mt 27:46: "Cerca da hora nona, bradou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactani; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?"

Com o pecado do mundo sobre Ele, Jesus sofreu a morte espiritual (separação do Pai). Is 59:2 diz que o pecado causa separação de Deus, e que Ele esconde Sua face de vós de modo que Ele não ouça. O Pai teve que virar a face de Seu Filho Amado quando estava na cruz. Pela primeira vez, Jesus não dirige a Deus como Seu Pai.(Courson)

MORTE POR CRUCIFICAÇÃO: LENTA SUFOCAÇÃO

Respiração superficial causando colapso em pequenas áreas do pulmão.
Diminuição do oxigênio e aumento de gás carbônico causando acides nos tecidos.
Líquido formado nos pulmões. Piorando a situação citada na 2ª etapa.
O coração é estressado e eventualmente para.
O lento processo do sofrimento e consequência da morte durante a crucificação pode ser sumariado como segue:

"... aparentemente parece que o mecanismo da morte na crucificação era asfixia. A corrente de eventos no qual conduziram finalmente a asfixia são as seguintes: Com o peso do corpo que está sendo suportado pelo sedulum, os braços eram puxados para cima. Causando o intercostal e o músculo peitoral a ser esticado. Além disso, o movimento destes músculos era oposto pelo peso do corpo. Com os músculos respiratórios esticados assim, a respiração torna-se relativamente fixa. Enquanto dispnea desenvolve e dor nos pulsos e braços aumentam, a vítima era forçada a levantar o corpo do sedulum, transferindo desse modo o peso do corpo aos pés. A respiração tornam-se mais fácil, mas com o peso do corpo sendo exercido pelos pés, a dor nos pés e pernas aumentava. Quando a dor se tornava insuportável, a vítima repentinamente abaixava outra vez para o sedulum com o peso do corpo puxando os pulsos e outra vez esticando os músculos intercostal. Dessa maneira, a vítima alterna entre levantar seu corpo do sedulum a fim de respirar e repentinamente abaixando no sedulum para aliviar a dor nos pés. Eventualmente, ele torna-se esgotado ou fica inconsciente de modo que não poderia mais levantar seu corpo do sedulum. Nesta posição, com os músculos respiratórios essencialmente paralisados, a vitima sufocava e morria.(DePasquale and Burch)

Devido a defeituosa respiração, os pulmões da vitima começavam a ter colapsos em pequenas áreas causando hipoxia e hipercarbia. Uma acides respiratória, com a falta de compensação pelos rins devido a perda de sangue decorrentes das numerosas surras, resultou em um aumento da pressão cardíaca, que bate mais rápido para compensar. Acumulam líquidos nos pulmões. Sob o stress da hipoxia e acides o coração eventualmente falha. Há diversas teorias diferentes na real causa da morte. Uma teoria declara que houve um enchimento do pericárdio com liquido, que pôs uma pressão fatal na habilidade do coração de bombear sangue (Lumpkin). Uma outra teoria declara que Jesus morreu de ruptura cardíaca." (Bergsma) A real causa da morte de Jesus , entretanto, " pode ter sido por múltiplos fatores e relacionado primeiramente a choques hipovolemicos, exaustante asfixia e talvez aguda falha cardíaca. " (Edwards) Uma fatal arritmia cardíaca pode ter causado o evento terminal. (Johnson, Edwards)

UMA ÚLTIMA BEBIDA DO VINAGRE
Jo 19:29-30: "Estava ali um vaso cheio de vinagre. Puseram, pois, numa cana de hissopo uma esponja ensopada de vinagre, e lha chegaram à boca. Então Jesus, depois de ter tomado o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espirito.

Tendo sofrido severa perda de sangue de suas numerosos espancamentos e desta forma em um estado desidratado, Jesus, em uma das suas últimas declarações, diz "Tenho sede." Foi 2 vezes oferecido bebida a Ele na cruz. A primeira, na qual Ele recusou, era vinho drogado (misturado com mirra). Ele escolheu enfrentar a morte sem uma mente turvada. Edersheim escreve:

"Era uma prática de misericórdia Judaica dar aqueles conduzidos a execução uma poção de um forte vinho misturado com mirra para entorpecer a consciência" (Mass Sem 2.9; Bemid. R. 10). Esta função caritativa era realizada à custa de, se não por, uma associação de mulheres em Jerusalém (Sanh. 43a). A poção foi oferecido a Jesus quando Ele alcançou Gólgota. Mas tendo provado....Ele não beberia....Ele encontraria com a Morte, mesmo no seu mais severo e violento modo, e conquistar submetendo-se ao todo....(p.880).

A segunda bebida, a qual Ele aceita momentos antes da Sua morte, é descrita como um vinagre de vinho. É importante notar Dois pontos. A bebida foi dada em "cana da planta de hissopo". Lembre-se que estes eventos ocorreram na festa da Páscoa. Durante esta festa, (Ex 12:22) hissopo foi usado para aplicar o sangue do cordeiro da Páscoa nos umbrais de madeira dos judeus. É interessante o final desta cana de hissopo apontando para o sangue do cordeiro perfeito o qual era aplicado na cruz de madeira para salvação de toda a humanidade. (Barclay) Em adicional, o vinagre é um produto da fermentação, o qual é feito de suco de uva e fermento. A palavra literalmente significa "aquilo o qual é azedado" e é relacionado com o termo em Hebreu para "aquilo o qual é levedado". (Holmans) Fermento ou levedo, é um símbolo Bíblico do pecado. Quando Jesus tomou esta bebida, (i.e. a bebida no qual era "levedada") assim sendo simbólico Dele tomando os pecados do mundo sobre Seu corpo.

CELEBRAÇÃO DA OPOSIÇÃO GUERRA ESPIRITUAL
Sl 22:12-13: " Muitos touros me cercam; fortes touros de Basã me rodeiam. Abrem contra mim sua boca, como um leão que despedaça e que ruge."

Enquanto Ele estava na cruz, trevas cobriram a terra (do meio-dia às três da tarde). Jesus, em Lc 22:53, assocía aqueles que o prenderam com o poder das trevas. Aonde estavam as forcas do mal enquanto Jesus estava na cruz? Os versos acima do Salmo 22 parece fora do lugar quando primeiramente se lê. Ali não aparenta ter menção de "touros" e "leões" em volta da cruz. Os versos, entretanto, tem um profundo significado.(Courson) Basã era uma área ao leste do Rio Jordão a qual era famosa por sua fertilidade. O gado era criado lá o qual cresciam a tamanhos enormes. As pessoas lá adoravam espíritos demoníacos (associados a Baal) dentro do rebanho. Em 1 Pe 5:8, Satanás e descrito como " rugindo como leão... procurando a quem possa tragar" Estes versos são desta forma sugestivos da atividade espiritual de Satanás e seus demônios, celebrando enquanto Jesus estava sofrendo na cruz.

JESUS DEU SUA VIDA
Jo 10:17-18: " Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para a retomar. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho autoridade para a dar, e tenho autoridade para retomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai."
Lc 23:46: "Jesus, clamando com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isso, expirou.".

O tempo médio de sofrimento antes da morte por crucificação é indicada aproximadamente de 2 a 4 dias (Tenney), embora a casos relatados aonde a vitima viveu por 9 dias. (Lipsius) As causas reais da morte por crucificação eram de múltiplos fatores, um dos mais significantes seria a severidade dos açoites. (Edwards) Jesus teve uma morte física rápida (Pilatos ficou surpreso que Ele tinha morrido assim tão rápido.) (Mc 15:44). Embora muitos dos sinais físicos precedentes a morte estavam presentes, uma possibilidade é que Jesus não morreu por fatores físicos o qual acabaria com Sua capacidade de viver, mas que Ele deu Sua vida de acordo com Sua vontade. Sua ultima declaração, "nas tuas mãos entrego o meu espírito" parece mostrar que a morte de Jesus ocorreu por Ele se entregando. Em João 10, Ele declara que apenas Ele tem o poder dar Sua vida. Ele provou Seu poder sobre a morte por Sua ressurreição. Verdadeiramente, Deus é o que tem poder sobre a vida e a morte.

MORTE POR CRUCIFICAÇÃO:
ACELERADA quebrando as pernas, de modo que a vítima não podia levantar para ter uma boa respiração.

Jo 19:32-33: "Foram então os soldados e, na verdade, quebraram as pernas ao primeiro e ao outro que com ele fora crucificado; mas, vindo a Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; "

CONFIRMADA por uma lança enfiada no lado direito do coração.

Jo 19:34: "contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água." Morte na crucificação era acelerada quebrando as pernas da vitima. Este procedimento, chamado crurifratura, previne a capacidade da vitima de respirar bem. A morte ocorreria rapidamente por asfixia. No caso de Jesus, Ele morreu rápido e não teve Suas pernas quebradas. Jesus cumpriu um dos requerimentos proféticos do cordeiro da Páscoa, que nenhum osso deveria ter sido quebrado.( Ex 12:46, Jo 19:36)

Para confirmar que a vitima estava morta, os romanos aplicavam uma lança atravessando o lado direito do coração. Quando perfurado, um fluxo repentino de sangue e água saíram do corpo de Jesus. O significado medico do sangue e água tem sido assunto de debate. Uma teoria declara que Jesus morreu de enfarte maciço do miocárdio, no qual a um rompimento do coração (Bergsma) no qual talvez tenha resultado na Sua queda enquanto carregava a cruz. (Ball) Outra teoria declara que o coração de Jesus estava rodeado por fluidos do pericárdio, o qual constringe o coração causando morte.(Davis) O stress físico da crucificação talvez tenha produzido uma fatal arritmia cardíaca. (Johnson)

A ordem indicada "sangue e água" talvez não indique necessariamente a ordem do aparecimento, mas antes a relativa importância de cada fluido. Neste caso, uma lança através do lado direito do coração deixaria o fluido pleural (fluido formado nos pulmões) sair primeiro, seguido por fluxo de sangue da parede do ventrículo direito.(Edwards) O fato importante é que evidencias medicas suportam que Jesus teve uma morte física.

Mas claro, que a história, não termina aqui. O grandioso evento que separa Jesus de todos os outros é o fato que Ele ressuscitou e hoje vive. Ele intercede a direita do Pai por aqueles que O seguem.( Hb 7:25)

APARÊNCIA NO CÉU
Ap 5:6: " Nisto vi, entre o trono e os quatro seres viventes, no meio dos anciãos, um Cordeiro em pé, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus, enviados por toda a terra."

Pela eternidade, Jesus irá levar as marcas da Sua crucificação.Ap 5:6 sugere que Ele aparece no céu com as marcas como o Cordeiro " como havendo sido morto ". Nós sabemos que quando Ele apareceu a Tomé que ele carregava as marcas dos pregos e da lança no seu lado.(Jo 20:26-28) Vale a pena também considerar as razões do porque Ele não foi imediatamente reconhecido depois da Sua ressurreição. Em Jo 21:12, é declarado que nenhum dos discípulos "ousava perguntar-lhe: Quem és tu? sabendo que era o Senhor" É possível que Seu corpo ressurrecto continuasse a ter as marcas dos Seus espancamentos. "O corpo da Sua glorificação será o corpo da Sua humilhação." (Missler)

Nós estamos preparados para encontrar com Ele? O que nós estamos fazendo com o que Ele tem nos dado? Hoje, Ele nos encoraja a considerar o custo da cruz e aplicar em nossas próprias vidas.

SEGUINDO A JESUS CRISTO
Lc 9:23: " Em seguida dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me."

Quando Ele estava na terra, Jesus declarou que, " Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me" (Lc 9:23) Como nós vimos, nos tempos de Jesus significou ir a sua morte, entregando e separando você de tudo que você tinha.......seus direitos, seus amigos, seu corpo e sangue e até seus "deuses", para seguir a Ele.

Nós somos desafiados pelo exemplo de Simão, cireneu. As Escrituras mencionam ele sendo o pai de Alexandre e Rufo.(Mc 15:21) Rufo ("um homem eleito no Senhor ") e a mulher de Simão ambos são mencionados por Paulo em sua carta a igreja Romana. (Rm 16:13) Aqui estava um homem, que de fato carregou a cruz ...e causou um impacto para Cristo na eternidade. Que compromisso você está disposto a fazer agora com Ele?

A Bíblia, a Palavra de Deus (II Tm 3:16-17 ), relata como Deus uma vez teve um relacionamento pessoal com o homem. Deus falava e relacionava com o homem, exatamente como você pode se relacionar com seu melhor amigo. Deus criou o homem para dar a ele uma vida significante e cheia de propósito.

O homem escolheu seguir seu próprio caminho por ter desobedecido a Deus. (Isto aplica a todos os homens como em Rm 3:23). Esta desobediência, chamado pecado, causou uma quebra no relacionamento entre homem e Deus. Se o homem eventualmente procura um relacionamento com Deus por seus próprios esforços (religião), ele não irá achar nada, porque o pecado quebrou a comunicação. (Is 59:2)

Cristianismo é a historia de Deus sacrificando Seu Filho para restaurar o relacionamento que estava quebrado. Como indicado no texto acima, Jesus deu Sua vida para pagar pelos pecados da humanidade e recebeu a punição pelo pecado sobre Ele. Porque Ele deu Sua vida na cruz, qualquer um que acredite Nele terá restaurado o relacionamento pessoal com Deus. Ele mesmo, Jesus, alegou ser o único caminho a Deus. (João 14:6) e apenas pelo conhecimento de Deus através de Jesus Cristo o homem pode ter uma vida significante e cheia de propósito.(João 10:10)

A SENTENÇA DE CRISTO
Cópia autêntica da Peça do Processo de Cristo,
existente no Museu da Espanha

No ano dezenove de TIBERIO CÉSAR, Imperador romano de todo o mundo, Monarca Invencível, na Olimpíada cento e vinte e um, e na Ilíada vinte e quatro, da criação do mundo, segundo o número e cômputo dos Hebreus, quatro vezes mil cento e oitenta e sete, do progênio, do Romano Império, no ano setenta e três, e na libertação do cativeiro de Babilônia, no ano mil duzentos e sete, sendo governador da Judéia; QUINTO SÉRGIO, sob o regimento e governador da cidade de Jerusalém, Presidente Gratíssimo, PÔNCIO PILATOS; regente, na baixa Galiléia, HERODES ANTIPRAS; pontífice do sumo sacerdote, CAIFÁS; magnos do templo, ALIS ALMAEL, ROBAS ACASEL, FRANCHINO CEUTAURO; cônsules romanos da cidade de Jerusalém; QUINTO CORNÉLIO SUBLIME e SIXTO RUSTO, no mês de março e dia XXV do ano presente &ndash EU, PÔNCIO PILATOS, aqui Presidente do Império Romano, dentro do Palácio e arqui-residência, julgo, condeno e sentencio à morte, Jesus, chamado pela plebe &ndash CRISTO NAZARENO &ndash e galileu de nação, homem, sedicioso, contra a Lei Mosaica &ndash contrário ao grande Imperador TIBÉRO CÉSAR. Determino e ordeno por esta, que se lhe dê morte na cruz, sendo pregado com cravos como todos os réus, porque congregando e ajustando homens, ricos e pobres, não tem cessado de promover tumultos por toda a Judéia, dizendo-se filho de DEUS e REI DE ISRAEL, ameaçando com a ruína de Jerusalém e do sacro Templo, negando o tributo a César, tendo ainda o atrevimento de entrar com ramos e em triunfo, com grande parte da plebe, dentro da cidade de Jerusalém. Que seja ligado e açoitado, e que seja vestido de púrpura e coroado de alguns espinhos, com a própria cruz aos ombros para que sirva de exemplo a todos os malfeitores, e que, juntamente com ele, sejam conduzidos dois ladrões homicidas; saindo logo pela porta sagrada, hoje ANTONIANA, e que se conduza JESUS ao monte público da Justiça, chamado CALVÁRIO, onde, crucificado e morto ficará seu corpo na cruz, como espetáculo para todos os malfeitores, e que sobre a cruz se ponha, em diversas línguas, este título: JESUS NAZARENUS, REX JUDEORUM. Mando, também, que nenhuma pessoa de qualquer estado ou condição se atreva, temerariamente, a impedir a Justiça por mim mandada, administrada e executada com todo o rigor, segundo os Decretos e Leis Romanas, sob as penas de rebelião contra o Imperador Romano.

Testemunhas da nossa sentença: Pelas doze tribos de Israel: RABAM DANIEL, RABAM JOAQUIM BANICAR, BANBASU, LARÉ PETUCULANI, Pelos fariseus: BULLIENIEL, SIMEÃO, RANOL, BABBINE, MANDOANI, BANCURFOSSI. Pelos hebreus: MATUMBERTO. Pelo Império Romano e pelo Presidente de Roma: LÚCIO SEXTILO e AMACIO CHILICIO.

Referencias:

Ball, D. A. "The Crucifixion and Death of a Man Called Jesus". J Miss St Med Assoc 30(3): 77-83, 1989.
Barclay, William. "The Gospel of John Volume 2" Westminister Press, Philadelphia, Pa.,. 1975.
Bergsma, Stuart. "Did Jesus Die of a Broken Heart?". The Calvin Forum, 14:165, 1948.
Bible, Amplified version. Zondervan Publishing House, Grand Rapids, Michigan, 1964.
Bucklin, R.. "The Legal and Medical Aspects of the Trial and Death of Christ". Med Sci Law. 10:14-26, 1970.
Courson, Jon. "Why Psalms 22?" (tape) Firefighters for Christ, Westminister California.
Davis, C.T. "The Crucifixion of Jesus :The Passion of Christ from a Medical Point of View". Ariz Med 22:183-187, 1965.
DePasquale, N. P. and Burch, G.E. "Death by Crucifixion", Am Heart J 66(3):. 434-435, 1963.
Edersheim, A. "TheLife and Times of Jesus the Messiah". Hendrickson Publishers, Inc. Peabody, Massachusetts, 1993.
Edwards, W.D., Gabel, W.J and Hosmer, F.E. "On the Physical Death of Jesus Christ." JAMA. 255 (11), pp. 1455-1463, 1986.
Gonen, R. "Biblical Holy Places : an illustrated guide",Palphot Ltd. Israel 1994
Grafenberg, J. S.."Observ.Medic.," Lib.III. p.458.
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Johnson, C.."Medical and Cardiological Aspects of the Passion and Crucifixion of Jesus, the Christ", Bol Asoc Med P Rico 70 (3) :97-102, 1978.
Kollek, T. and Dowley, T. , "Next Year in Jerusalem", Harvest House, Eugene, Oregon, 1995.
Lipsius, Justus. "De Cruce. Libri tres, ad sacram profanamque historiam utiles. (3rd part Tom III. Opera Omnia. Antwerp, 1614)
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Magi, G. "Israel". Casa Editrice Bonechi, Florence, Italy, 1992.
McDowell, J. "The Resurrection Factor". Campus Crusade for Christ, Nashville, Tenn., 1981.
Metherall, A.. "Christ's Physical Suffering" (Tape) Firefighters for Christ , Westminister, Ca.
Missler, C. "Isaiah 53" (Tape) Firefighters for Christ, Westminister, Ca.
Missler, C. "Israel Tour Book" 1995 Edition.
Pink, A. "The Seven Sayings of the Saviour on the Cross", Baker Book House, Grand Rapids, Michigan, 1958.
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Tenney, S.M. "On Death By Crucifixion", Am Heart J .68(2) :286-287, 1964.
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